quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Descoberta

Pelos mares que atravessei
Vi grandes ondas, belos horizontes
Veio tempestades, quase naufraguei
A eternidade foi só um segundo
no meu coração
Me encontrei tão só... Como se fosse uma ilha
na imensidão dos mares
Fui embarcação que carregava os males
de um mundo estranho no qual eu vivi e,
dentro de mim esse mundo existiu...
Tantas noites frias, tanta agonia
Solidão, que presente se fazia,
no meio de tudo, tão perto de todos...
As madrugadas foram primaveras mal dormidas e,
as tardes foram outonos sem flores, sem vidas...
Este lugar foi anseio em comum
Esperança de que lá houvesse o quinhão dos justos,
um caminho que não dava à lugar nenhum...
É preciso ver que a ilusão é um lugar inóspto,
pra saber que o realismo da vida, por mais paradoxal
que seja, tem valor.
É preciso certo dia sentir-se uma alma morta
Pra preencher esta mesma vida com muito amor...
Valorizar a água, o universo, os versos, a flor... Também, é preciso.

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